terça-feira, 29 de dezembro de 2009

cusco - dia 10

mudamos o albergue logo de manhã, quarto gigante e internet que funciona propriamente. além de não ter que subir o morro do diabo.



passamos o dia andando pela cidade. o auge foi um supermercado que descobri vários produtos incríveis: água de coca para as alturas, cerveja de coca e os doritos sabor queijo nacho, que aqui se chamam "queso atrevido".







pra finalizar fomos comer pizza com nossos recém-adquiridos trajes típicos. a foto saiu horrível e fora de foco, mas é a única.



amanhã vamos para o valle sagrado, depois dormir em águas calientes e no dia seguinte machu pichu. chego umas 22:30 do dia 31, vou pra rua me embebedar e no dia primeiro posto umas fotos. bom final de ano pra todo mundo!!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

cusco - dia 09

dia meio morto.

cheguamos umas 16, até achar o albergue, nos instalar e comer, o dia já tava chegando ao final. descobrimos que a rua que íamos não dá acesso a carros, ou seja, subir com malas a pé, u-hu. subir em cusco significa quase morrer por causa do ar rarefeito. com mala então é literalmente a morte. demos a volta no quarteirão pra ver se a escadaria não era tão gigantesca. sucesso.

rápida volta na cidade, passando pela rua com o nome mais simpático!



a cidade é fofa! ruas estreitas de pedra, cara de antiga, frio, aquela sensação de final de ano e claro, toda a farofagem peruana. "llevate amiga", "compra señorita"! nunca fui tão chamada de amiga quanto agora. a cara da cidade é mais ou menos essa, lembra um pouco (UM POUCO) ouro preto.



mudança de albergue amanhã, vamos para o hostal rojas. um beijo juliana!

puno - dia 08

acordas às 6 da manhã não é fácil pra ninguém. do hotel fomos pro barco que nos levaria ao lago titicaca. o passeio consistia em visitar duas ilhas: uros, que é uma ilha flutuante e taquile, que é uma ilha natural.

primeiro fomos a uros, uns 20 minutos de barco. a cidade toda é feita de um material que parece bambu, a ilha é pequena, moram umas 25 pessoas e estas vivem de turismo.



esse material que usam pra construir a cidade serve pra tudo: desde dor de cabeça até para escovar os dentes, porque libera cálcio, segundo eles. a língua "oficial" dessa ilha é o aimara. estando lá os locais mostram como a ilha foi construída, como ela fica flutuando, como são as casas, etc.



a ilha porém não escapou da modernidade, colocaram umas placas de energia solar e algumas das cabanas tem até tv. um dos passeios era andar em um barco, remado por eles. a primeira opção era um barquinho que parecia uma jangada, o segundo, imponente, é chamado por eles de mercedes benz e que foi o que eu andei, obviamente.



de dentro do barco, quando este começa a se afastar da ilha, as mulheres vestidas em trajes típicos, cantam músicas. a última delas é vamos a la playa ô-ô-ô-ô-ô e elas finalizam com "hasta la vista, baby".



no percurso do barco, umas crianças peruanas também cantam. quem vai pro brasil acha que crianças são exploradas, no peru é bem pior. acho que as crianças trabalham mais que os adultos! (mentira)



fato curioso é que na ilha existem mórmons.

a segunda ilha, taquile, tem cerca de 2.000 habitantes. difícil é subir pro meio da ilha estando a quase 4.000 metros de altitude, parece que o ar não é suficiente. nessa ilha a língua oficial é o quechua.







almoçamos por lá e depois teve toda uma tentativa minha de fazer contato com ovelhas, mas não tive muito sucesso. o máximo que consegui foi passar a mão na bunda de uma delas, que ficou tímida!



não é novidade que não sou muito fã de crianças, mas as peruanas têm algo muito especial!



voltamos para puno. esqueci de postar antes, mas aí vai a foto de mais um dos meios de transporte daqui. alguns desse tipo tem morcegos do batman pintados atrás. o segundo é a opção super luxuosa (está escrito superlujo na janela).





é isso, amanhã parto cedo para cusco.

sábado, 26 de dezembro de 2009

puno - dia 07

ao contrário da viagem pra arequipa, essa pra puno tinha vistas incríveis, nada de deserto, apenas montanhas com neve.




pude ver vicuñas, que parecem ser o parente aristocrático das lhamas. as coisas que se vendem, feitas de pêlo de vicuña, são bem mais caras que as de alpaca.



passamos pela cidade de deus.



a cidade em si é feia e não tem muito o que fazer. faz frio, segundo o taxista durante a noite chega a 0°. ainda bem que tenho meu cachecol de alpaca. visitamos o mercado central, que vende um pouco de tudo, inclusive tipos estranhos de carne, frutas, milho preto e mini-peras e mini-maçãs.




amanhã tenho que acordar às 6 pra ir pro titicaca!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

arequipa - dia 06

eu muito acreditando que ia acordar antes das nove pra fazer o tour, mas não aconteceu.

acordei, fui almoçar. fui num restaurante de comida pré-inca! a comida na verdade era ruim, mas valeu a tentativa. a comida é assada em pedra vulcânica sem azeite, cebola e alho. comi costelas de alpaca. meu irmão comeu um ceviche com carne de peixe espada! exótico. o lugar tinha uma vista incrível! arequipa é incrível, queria poder ficar mais uns dias.



depois andamos pela cidade, o centro tem uma farofagem tipo a 25 e nos camelôs tavam vendendo montes e montes de calcinhas amarelas! o taxista não estava mentindo. tomei sorvete de frutas típicas: lúcuma e guanabana, além de ter comprada umas bolachas, tipo bem-casado de outra fruta típica, que segundo a moça é uma mistura entre amora e morango: sauco.







amanhã vou pra puno, dessa vez a viagem dura apenas 6 horas.

arequipa - dia 05

a viagem de ônibus. deve ter demorado, sem sacanagem, umas 20 horas e o ônibus, por incrível que pareça, não tinha banheiro e não fazia paradas!! eventualmente parava pra embarque e desembarque de passageiros. em algum momento começou a ficar desesperador, minha bexiga começou a doer e ninguém parecia estar com vontade de ir ao banheiro! até que tive que pedir pro motorista me esperar e ir como o the flash no banheiro, com medo de ser largada pra trás. a sensação de "não foi uma boa idéia ter vindo de ônibus" perdurou.

o percurso foi impressionante. puro deserto, kilômetros e kilômetros de areia. o mais impressionante é que de um lado da estrada tem toda essa areia e do outro está o pacífico. alguém lembra como eram as casas no "a teta assustada"? aquele cenário existe! as casas são todas de pedra, mal acabadas, não devem ter banheiro, nos telhados são colocadas pedras, creio que para os telhados não saírem voando. muitos pedaços estavam abandonados. na verdade parece que todos esses lugares foram esquecidos pelo mundo, a pobreza é algo sem explicação.

em algum momento de parada, num lugar no meio do nada, literalmente, passou um travesti peruano!! uma das coisas que você acha que nunca vai ver, considerando o lugar. depois paramos em um restaurante, que só porque eu escrevi que o pop não chegou aqui, tocava black eyed peas, mais uma das coisas que você não espera acontecer no meio do nada.

rodoviária, albergue. arequipa é muito linda! tem aquela coisa de cidade pequena colonial, que é muito agradável (estou escrevendo no computador do albergue e está tocando uma versão peruana de lambada - kaoma). no albergue tem um monte de jovens, o que foi legal porque teve uma ceia de natal, onde comemos CONDOR e tomamos chocolate quente dos incas. depois fomos todos pra balada, "deja vu" é o nome. as coisas aqui são muito muito baratas. compramos duas GARRAFAS de absolut e cada uma, convertendo, custou 55 reais. voltando na coisa do pop, me enganei.. tocou, dentre outras coisas, pitbull e shakira! fomos em 6: eu, meu irmão, o finlandês teemu, o francês guilaume, o inglês tim e o guia peruano loucão miguel angél. este último bebeu, ficou loucão, dançou e rebolou como se não houvesse amanhã, dormiu na mesa do lugar, chorou pela ex e pela pátria peru. depois ainda fomos pra um outro bar e chegamos já era manhã.

lima - dia 04

passeio pelo bairro/distrito de barranco, que tem a ponte dos suspiros, flores belíssimas e uma passagem pro mar.. que continuo achando sem graça. não tem areia, só pedras. o clima continua cinzento.



comi num lugar que se chama "o anão" (el enano).



sendo meu último dia, resolvi que pra completar eu deveria pegar um ônibus. os ônibus são uma variação dos táxis, também são ridiculamente velhos, coloridos e andam pelas ruas como se não houvesse amanhã. o cobrador, que abre e fecha a porta, a todo momento gritando: SUBE, SUBE, BAJA, BAJA. foi divertido.





indo para a "rodoviária" o taxista me diz que ano que vem sai uma lei que vai obrigar todos os carros caindo aos pedaços a irem pro ferro velho. não sobrarão carros nas ruas. as conversas com os taxistas são sempre muito produtivas! notando a ausência de motos pela cidade, perguntei e ele me disse que motos, com algumas pouquíssimas exceções, são proibidas no centro da cidade. no ano novo, segundo ele, as pessoas vestem amarelo, ao invés de branco! perguntei se era a roupa toda, pois me pareceu um pouco estranho várias pessoas usando amarelo... "no, solo alguna cosita". além disso, me contou sobre um costume de ano novo, que não entendi muito bem, mas parece que quem quer viajar, pra qualquer lugar, tem que ficar correndo em volta do quarteirão. isso tudo no trânsito louco de lima, dentre "no me dejan pasar" e "se han chocado".

a rodoviária. um dos lugares mais feios que fui, na vida acho. o pedaço do centro onde fica a rodoviária tem ruas mal iluminadas, os bares ficam abertos mas com uma grade fechada, pensei "o que estou fazendo aqui?". a sensação não passou quando entramos. quantidade massiva de farofeiros. descobrimos que as malas tinham que ser despachadas, o que deu mais medo ainda, porque tive certeza que mandariam minha mala pra sabe-se lá onde, já que todas as pessoas, pra todos os destinos, despachavam malas no mesmo lugar. depois de despachadas, esperamos o ônibus uma hora e meia, com medo de perder, porque não há portão de embarque fixo, meia hora antes de embarcar alguém começa a chamar! "arequipa, portão dois!". um caos, eu diria, mas pegamos o ônibus. a viagem deve durar umas 15 horas...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

lima - dia 03

algo que não pára de me impressionar é o trânsito. nunca vi nada igual. dizem que nápoles é o caos, nunca fui, mas lima deve estar logo em seguida no quesito "cidades com trânsito caótico". pra começar, não tem metrô na cidade, que não é pequena! os táxis não tem taxímetro, as pessoas têm que combinar com o taxista o preço antes de entrarem no carro. às vezes pergunta-se e dizem 20 euros, pode ser que o próximo carro te diga 12, 15 ou 20. é uma questão de pechincha. "é 15", "faz por 12?", "ok". o que por um lado é bom porque quando tem muito trânsito, o passageiro não fica nervoso com a perspectiva de demora infinita e valor estratosférico. em são paulo os táxis são brancos no geral, aqui eles têm cores variadas. logo que cheguei o moço do albergue disse pra tomar cuidado com os táxis ilegais, que simplesmente colocam um negócio de táxi em cima e voilà, além de estarem caindo aos pedaços. o que torna o reconhecimento um pouco difícil porque grande parte deles estão caindo aos pedaços. aqueles negócios de pendurar que colocam no espelho podem ser qualquer coisa: morangos, santos, pimentas, plaquinhas de proibido fumar, etc! outra coisa que muito me espanta são as buzinas. buzina em lima é a nova seta. seta, pra quê seta se os carros podem buzinar?? os carros se ultrapassam, entram uns na frente dos outros e o único sinal usado são as buzinas. é emocionante. e as faixas? nem deveriam pintá-las na rua, porque é como se não estivessem lá. outro ponto importante são as trilhas sonoras, era de se esperar que tocasse salsa, cumbia e todas as variantes de música latina, porém não era de se esperar que o pop atual não tenha chegado aqui com a força que chegou no brasil! lady gaga não escutei nenhuma vez!! aqui o que rola nas rádios é bryan adams (wherever you go, whatever you do, i´ll be right here waiting for you - clássica), foreigner (i wanna know what love is, i want you to shooow me), george michael, queen, etc. pra finalizar todo esse parágrafo sobre taxistas, devo mencionar que eles têm uma estação de rádio! discute direitos, deveres, novas leis, novas regras pra obtenção da carteira de habilitação, o que fazer em casa de fogo no motor e por aí vai. essa união me parece algo digno.

meu prato de hoje foi um peixe "a lo macho". exala masculinidade, não? a lo macho nada mais é que o molho, que consiste em cenouras e cebolas. acho que uma pessoa só aprende de fato uma língua quando consegue ler os cardápios sem grandes dúvidas.

fomos ao museu de arqueologia e arte inca. sinceramente esse tipo de arte não é muito a minha praia, não entendo e me parece que os diferentes potes e vasos são todos meio parecidos, com pequenas variações. arte dos incas, mochichas, nazcas, tiahuanacos. a parte mais legal é a parte das roupas e jóias, tudo muito grande, brilhante e metálico. no andar debaixo tem uma parte de arte erótica inca. museu de arte erótica no geral é chato, mas esse tinha umas coisas interessantes e grandes.





no caminho do museu, o taxista me disse que cada distrito da cidade, o que seriam os nossos bairros, tem a sua administração própria. é como se fossem várias pequenas cidades dentro de uma grande!

a visita ao mercado central não aconteceu. além de ser em chinatown (quem diria que existe uma no peru! - isso confirma que os chinesses estão mesmo em todos os lugares), disseram que essa época do ano era muito cheio e perigoso. a nossa 25 eu diria.

amanhã é meu último dia em lima =(.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

lima - dia 02

depois de andar umas 30 quadras numa avenida tentando chegar ao centro, resolvemos pegar um táxi. chegamos a plaza mayor, que é o "ponto turístico" mais famoso de lima, onde se encontram a prefeitura, o palácio do governo e a catedral. as construções são bem européias, a diferença são as flores na praça que parecem serem ligadas na tomada. as cores são muito belas!!



pegando uma pequena rua da praça, na próxima esquina fica um restaurante que dizem ter sido frequentado pelo alan garcía, o presidente. ele não estava, mas almoçamos. as toalhas das mesas pareciam toalhas de picnic e tudo era de madeira. experimentei a cerveja típica, cusqueña, boa.



andando por ali, passamos pela "calle de la soledad". não é triste uma rua chamar solidão?



depois dessa rua, chego a uma igreja. nem sei qual a importância dela no quesito turismo, mas acontece uma coisa muito incrível que me lembrou muito de vc, GOMES. pombas sobrevoam em círculos a parte da frente!! você deve ter sido batizado por aqui, certeza. essa é minha forma de dizer que sinto falta do companheiro de viagens!



em direção à plaza san martín meu irmão resolve comprar uma bermuda e eu fico do lado de fora da loja, esperando. um jovem se aproxima perguntando se eu queria fazer uma tatuagem. gentilmente nego. não satisfeito me convida para um show de reggae e para fumar maconha hidropônica. na hora, a única parte de hidropônica que entendi foi hidro, mas achei que não fosse possível maconha nascer na água. pelo visto é, mas não sei como funciona o processo. tento arranjar uma desculpa pra entrar na loja, mas não consigo ver minha mãe, nem meu irmão. o jovem diz pra eu levar meu irmão, que ele iria arrumar uma namorada peruana pra ele e pergunta se a "sogra" (com essas palavras) era preconceituosa. ainda bem que logo depois ele resolveu ir trabalhar.

plaza san martín. onde milhares de cambistas oferecem diferentes cotações de vários tipos de moeda. não sei se é legal ou não trocar dinheiro na rua, muito ilegal não deve ser porque eles têm até um colete fosforecente.

de novo na região dos artesanatos, com dinheiro propriamente trocado. comprar bobagens, presentes, cachecol de alpaca, balas de coca. quando resolvo ir embora, percebo que perdi minha câmera. acho que ficou no táxi, mas pode ser que tenha sido roubada. nunca saberei.

supermercado. vi o milho preto, "maíz morado", além de umas frutas x que eu nunca tinha ouvido falar. me chamou a atenção o "pepino melón", que parece um tomate caqui amarelo, mas tem gosto de melão. bem incrível. além do saco de tamarindo pronto para fazer suco, cervejas brahma e "bacon bits", pequenos pedaços de bacon em flocos, bem incrível também.



aguaje??



boa noite!

lima - dia 01

a primeira coisa que vejo em lima, ainda no avião, foi o pacífico. de cima, parecia MUITO verde escuro! desço do avião, pego o táxi. a segunda coisa que me chamou a atenção foram os ônibus. a maioria deles cai aos pedaços, são todos super coloridos e eles têm aquela coisa meio lotação (quanto tempo), uma pessoa de dentro fica gritando para as que estão fora tentando atraí-las. outras coisas que me lembram são paulo de alguns anos atrás são os outdoors e os bingos... aqui eles não são proibidos e existem em grande quantidade. também temos casinos e toda sua breguice característica: luzes, neon e decorações temáticas.

o bairro de miraflores, além de possuir áreas de compra, jardins, parques cheios de flores e praia, têm casas coloridas e muito simpáticas. pra quem mora em são, é estranho ver um bairro central com tantas casas. esse é o meu bairro momentaneamente. o albergue é simpático. tomei um chá de coca, pra experimentar, porém não gostei muito. logo depois almoço pelos arredores, num restaurante peruano "típico". típico para turistas, mas de qualquer forma fiquei conhecendo um monte de comidas que nunca tinha ouvido falar, inclusive algo incrível chamado "causa" que parece com mcgriddle e é incrível. muitas coisas são feitas com batata e milho e por falar em milho, os grãos dos milhos daqui são gigantescos. no quesito líquido, duas revelações: chicha morada,feita com milho preto fervido com abacaxi e especiarias x, que prefiro não saber;


e inka kola, que é o refrigerante do peru por excelência. é tão amarelo, mas tão amarelo, que dá vontade de tomar!


depois disso as mil e uma lojas de artesanato, que vendem mil e uma coisas incríveis (cafonas também)! foi quando descobri que a maioria das coisas que estavam vendendo eram feitos da lã de um tal animal chamado alpaca e não do pêlo de lhama!! inclusive eles são muito diferentes, enquanto a alpaca é tímida, gentil e pode aprender truques, a lhama é brava e só serve pra carregar peso basicamente.


os peruanos gostam de conversar, oferecer os produtos, verdadeiros empresários, eu diria. inclusive uma velhinha que eu conheci, me ofereceu um cartão pro restaurante da filha dela em cusco, dizendo que eu eu ganharia desconto, fazendo muita propaganda. depois de perguntar de onde eu era, me disse que tinha acabado de voltar do brasil, daquela parte das "ilhas caribenhas". quando eu disse que ia pra colômbia depois, ela também falou que tinha acabado de voltar de lá, das tais "ilhas caribenhas".

volto pro albergue e decido dar uma volta de bicicleta com meu irmão pela praia. a praia e a água, me parecem meio cinzentas, escuras... talvez seja porque o tempo estava muito nublado. apesar disso, as pessoas gostam muito de ficar sentadas em bancos que tem vista pro mar, bancos nas praças, bancos em frente a lojas, enfim, bancos em qualquer lugar. os peruanos adoram ficar sentados pela cidade! eles lêem jornal, batem papo, escutam música, tudo isso sem a menor pressa ou preocupação... nem parece que a cidade tem 10 milhões de habitantes (segundo o taxista)! continuando com as informações do taxista, em lima nunca chove! parece que sempre é meio nublado e seco.

volto ao albergue, cansada, mas pra minha alegria, o albergue oferece pisco sour grátis depois das 19:30. melhor impossível.